05 novembro, 2019

Consultorias e projetos de desenvolvimento: construindo uma cultura organizacional

Aceitei o desafio em contribuir no desenvolvimento de projetos e consultorias de impacto em paralelo com a jornada de empreender. 

Aceitei o desafio de reconstruir toda uma instituição e prepara-la para uma grande inovação. Como preparar uma até então organização de base comunitária de uma cidade interiorana com dificuldades em políticas públicas a receber um grande centro de inovação em sua base? Com tecnologia de ponta e tudo que o mercado do empreendedorismo é capaz de ofertar? E as pessoas, estavam preparadas? E o município, qual era o cenário? O que esperavam receber, como enxergavam a cidade? 

A minha missão era saber de tudo isso e construir, em processo de co-criação, projetos que sanassem as problemáticas levantadas e as novas tendências para o novo espaço de inovação.

Me coloquei em campo e fui conhecer as pessoas. Pessoas é que movem tudo e que produzem a inovação social.

Usei ferramentas de empatia e entrevistas para tentar entender e interagir com o todo da organização: funcionários, voluntários, educadores, beneficiários, comunidade do entorno. Foram jornadas de entrevistas e transcrições de relatos, captando os sentimentos, incômodos, sonhos e esperanças das pessoas. Uma descoberta incrível! Olhar um espaço e projetar um futuro pelo olhar das pessoas. Eis algumas frases marcantes:

"Tenho medo da não mudança, muita gente tem medo que as coisas mudem, eu já tenho medo da estagnação."
*** 
"Sonho em trabalhar o hip hop e o grafitte como espaço para a formação humana, para a cidadania, assim como a arte salvou minha vida." 
*** 
"Estamos na era do conhecimento mas, ao mesmo tempo, na era da imaturidade. Não sabemos lidar com tanta informação, somos incapazes de nos conectar enquanto pessoas." 

Depois de escutar todos os ativos envolvidos no trabalho, a hora de construir as matrizes de apontamentos chegou e tudo pareceu bem linear aos olhos de todos. 

Hora do plano de ação!
Mudar a cultura organizacional, estimular pessoas, dar voz a quem não se sentia representado, mudar móveis de lugar, reorganizar espaços. Preparar, formar, criar novas ideias...

Exemplo de modelo de plano de ação - fonte imagem treasy.com.br aqui

Agora, partir para a cidade, para o todo. Um mundo desconhecido e quantas mensagens de conexões via whatsapp. O esquema era alguém que conhece alguém em tal lugar? rsrs! Passando link de grupo em grupos. Um processo 100% orgânico e por isso mesmo, lento e direcionado.

Uma mágica chegar a opiniões de locais que responderam minha pesquisa e assim gerar um apontamento para a cidade. Era a base esperada para construir ideias e projetos de inovação futuros, mapear parceiros, conversas, reuniões e articulações. Isso é apenas a base, imagine só!

O que falta na cidade, de acordo com a população?

Se foram seis meses de muita atividade e realização. 
Produtos dessa fase 1?

-Uma equipe de gestão formada;
-Indivíduos que ganharam vida e notoriedade na equipe;
-Perfis individuais de agentes locais;
-Uma análise de ambiente interno;
-Mapeamento local de ativos e parceiros;
-Uma pesquisa de mercado;
-04 propostas de projetos para o novo centro com orçamento apurados.

Foi incrível! 
Esperem por a fase 2, será intensa. Vem muito impacto social positivo por ai.

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