11 dezembro, 2018

O que tenho aprendido empreendendo socialmente??

Desde que iniciei a empreender socialmente senti uma mudança muito grande em mim como pessoa.
Sempre falo uma coisa sobre o empreendedorismo:

"Empreender é para todos, mas não é para qualquer um"

Eu peguei para mim essa frase conforme o andar da minha jornada empreendendo o Social Brasilis. Portanto, já deixo sub entendido que a minha jornada empreendedora foi de aprendizado, de aprender fazendo, colocando "a cara no sol", sem recursos e sem conselhos do eu viria a encontrar e que eu precisaria, além de saber de toda a parte técnica e de gestão de negócios,  ter a mais completa estrutura emocional que você possa imaginar.


Primeiro, você tem que saber se colocar, ter opinião, questionar e mostrar que você realmente sabe do que você tá falando. No início, eu era uma garota tímida que não sabia nem o que era um pitch, muito menos expressar em um minuto a minha ideia "revolucionária" de forma completa para um possível "investidor entender completamente em um minuto dentro de um elevador". Eu caí nessa no primeiro ano e travava...até compreender que revolucionário mesmo será o jeito que você vai entregar seu produto até chegar ao seu cliente e que uma boa validação com clientes reais valem mais que ficar buscando um investidor em um possível elevador por aí, sendo que ele não investe em ideias apenas, mas sim em números e resultados quando o negócio começa sim, a caminhar.

Segundo, o trabalho deve vir antes da sua imagem. Trabalha-se muito em um negócio próprio. Todo dia é dia de trabalhar, toda hora é hora, onde você esteja é seu trabalho. Já cheguei a 12h de trabalho direto em frente a um computador, já trabalhei doente, fiz sequências de cidades, andei de pau-de-aranha, já dormi no chão, tudo para garantir um lugar "na fila do pão" para meu empreendimento. Isso para garantir que todas as engrenagens que compõem o negócio não parassem de funcionar e entenda: ELAS NÃO PODEM PARAR. Entretanto, isso não é saudável, e tampouco vale a pena na equação final.

As engrenagens são seu marketing (redes sociais pessoais e do projeto) fazer artes de divulgação, editar vídeos, nas ações ser facilitador/palestrante e fotográfico, ter que ser multifacetado, parece simples...mas isso leva um tempo grande para se fazer. Chega um momento que sua vida é, unicamente, o seu projeto e o que os seus amigos vêem em seu Instagram, eles verão no Instagram do seu projeto também, sai repetido porque você vive aquilo 24h por dia, e acaba a criatividade e o tempo para criar stories ou postagens diferenciadas. Saber separar o que é pessoal do que é do negócio é fundamental e gradativo.

Nessa loucura de tentar ai ser um super herói ou heroína para todas as engrenagens não pararem, você entra na pira da ansiedade. Tem um mundo, um mundo mesmoooo de coisas que você precisa saber e fazer para o projeto dar certo. Você cria listas mentais, lista em blocos de anotações, elas vão em seguida para sua parede na forma de post its, kanbans e você simplesmente enlouquece porque não sabe por onde começar e ainda se frusta no final porque não consegue colocar em prática, à risca, sua lista maluca de afazeres nada reais. A pira dos tempos ágeis com suas metodologias que prometem sucesso rápido não podem ser levadas tão ao pé da letra. Elas precisam, sim, serem adaptadas a sua realidade e que tudo tem um período probatório que pode levar os 05 primeiros anos do seu negócio.



Empreender é dureza, mas também pode ser mágico. Se te transforma e é, realmente, o seu projeto de vida pode ser uma jornada fantástica. Depois de sobreviver a tudo isso ai acima e acredite é só um resumo, empreender tem seus momentos fantásticos de superação pessoal, conquistas e muitos resultados revelantes.

O lado bom de tudo isso? 

É chegar o momento que as coisas começam a acontecer, quando sua ideia ganha outras mentes, você começa a influenciar pessoas, fecha os primeiros contratos, consegue chegar em lugares que você sequer imaginaria, começa a ver vidas sendo transformadas por causa de algo que você fez/criou. Essa é a mágica...foi o que eu vivi no vídeo abaixo:


Ter um insight desses como no vídeo acima é o transformador do empreendedorismo. Para encerrar esse post com a positividade que o empreendedorismo de impacto social traz, um vídeo que resume a maior experiência que tive até agora como empreendedora social, a aplicação do Game Olhares, maior programa educacional que executamos para mais de 700 jovens, em 16 localidades, 03 estados com mais de 10 facilitadores. Números que ficarão em nossa história, imortalizados através de cada sonho de jovens que escutamos e contribuímos para, de fato, se tornarem realidade.




Empreender pode ser um processo leve, prazeroso e ao mesmo tempo, eficaz, basta saber dosar todas as quantidades para chegar a melhor fórmula de trabalho e evolução pessoal possíveis. Eu tenho buscado equilibrar as minhas... ;-)

Manú!!!

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