segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Jornada Olhares - Meu diário de bordo - parte 04

Enfim...chegamos ao último artigo dessa jornada! Foi intenso, mas foi tão prazeroso escrever sobre cada experiência vivida. Entendam que esses artigos ou crônicas da minha vida real só correspondem a uma pequena porcentagem do que realmente vivemos quando colocamos projetos em campo e trabalhamos com a inovação e o empreendedorismo social.

Vou apresentá-los então...a rota nível hard, não para amadores ou principiantes da aplicação de projetos durante nosso Game Olhares - metodologia gamificada do Social Brasilis que desenvolve habilidades empreendedoras na juventude.

Uma rota nível hard

Reservei o que foi mais intenso nesse último post da nossa jornada olhares. Imagine sair de casa na terça-feira pela manhã e retornar apenas no sábado à noite por seis semanas consecutivas vivenciando perrengues extremos. Imaginou? Pois é...passamos por isso.

A rota correspondia as cidades de Orós, Quitaús (zona rural de Lavras da Mangabeira-CE), Iguatu e Solonópole, todas localizadas no extremo sul do Estado do Ceará.

A nossa facilitadora Luíza, personagem principal dessa crônica, era a protagonista dessa rota e eu a acompanhei nas aplicações finais do game nessas localidades. 

Primeiro, saímos de Fortaleza de avião até Juazeiro do Norte-CE e de lá pegamos um ônibus até a cidade de orós-CE (5h de estrada até lá). No percurso conversamos sobre absolutamente tudo, tudo mesmo, até chegar a Orós.

Orós é a terra do cantor Fagner, cheia de ladeiras, clima seco e quente e tem uma grande represa. Eu não relacionei nenhum desses pontos até conhecer a cidade mesmo. Escutei várias histórias sobre a cidade antes da minha visita. Uma delas é que as janelas do hotel que os educadores ficavam tinha a vista para um grande morro com casas muito próximas das janelas dos quartos do hotel, portanto, saia do banheiro vestida (hehe) porque todo mundo ver e você acompanha o dia-a-dia dos moradores em tempo real. Bem...era isso mesmo! 

Minha vista em Orós-CE

Caro leitor ou leitora, caso queira saber...eu escutei os conselhos e mantive a cortina da janela fechada (hehe).


Quitaús...na madruga


Às 3h da manhã deveríamos organizar as coisas e partir as 4h para Quitaús (zona rural da cidade de Lavras da Mangabeira-CE), a topic passava para nos pegar nesse horário, para chegar as 6h na localidade, ficar no meio da estrada, esperar um mercadinho abrir e nos receber para tomar café e tentar dormir na mesa até as 9h quando a instituição abriria para inicio do jogo.

Quando fui acompanhando a Luíza, acabou chovendo durante a manhã cedo, um frio imenso e eu estava sem casaco achando que seria um calor intenso e estávamos no meio da estrada com o mercadinho ainda fechado. Não penso que essas dificuldades extras significam que tenha sido apenas por eu ter ido, né? Ou significa?


Ok, significa...mas o mais importante que muitos jovens nos esperavam. Ouvi as apresentações dos resultados dos projetos deles, celebramos e recebemos muitos abraços dessa turma. Tinha até uma ideia de projeto para o reaproveitamento de verduras e frutas dos mercadinhos da localidade para famílias carentes, dando um aproveitamento ao que seria jogado fora encaminhando para a nutrição familiar.



Ao meio-dia tínhamos que pegar nossa condução (Topic) para Iguatu, onde dormiríamos uma noite para seguir na manhã seguinte para a cidade de Solonópole. Eu, inocente, perguntei a Luíza se por acaso não tivesse vagas para nós na topic, se teria outra para irmos. Ela, inocentemente, respondeu:
---"Sempre tem, Manú! Ele (motorista) sabe que nós vamos!

Então a topic veio e quando ele abriu a porta...eu e Luíza ficamos assim - disfarçamos uma reação:



A topic tava lotada, cheia de caixas, malas, fogão, geladeira, gente. Não dava para visualizar um espaço para mim e a Luíza. Bem...não dava para ver, mas ele conseguiu nos colocar à força (forçou dois lugares pra gente) e fomos, apertadas, agoniadas, suadas, seguimos rumo a Iguatu, 45 minutos naquela situação até pegar o micro-ônibus rumo a Iguatu mesmo, no segundo trajeto da viagem.



Eu fiquei agoniada. Uma mistura de calor, aperto, falta de ar e enjoo...fechei os olhos, coloquei os fones de ouvido, entreguei os 45 minutos ao senhor e naveguei na música, só assim mesmo consegui.

#Partiu Solonópole

No outro dia...estávamos, dignas, na rodoviária esperando a topic para Solonópole e Luíza, mais uma vez, me avisou: ---Quando a topic aparecer ali na entrada, temos que correr, Manú! É lotada, sai gente de todo lugar para pegar ela e se não formos rápidas ficaremos em pé até lá.

Eu acreditei! Que bom!

Quando a topic chegou parecia o apocalipse!

Fomos rápidas e pegamos um lugar para nós...super, hiper, tri, blaster apertadas e fomos até lá assim por quase 3h de viagem. 



Em Solonópole, vimos projetos de dança, de música e fiquei muito feliz por todos os resultados daqueles projetos criados por jovens. Nossos olhos brilharam!

Em Solonópole a água é salobra, extremamente salgada e na pousada os nossos educadores recebiam uma garrafa de água potável para escovar os dentes, porque não estavam acostumados com o tipo de água da região. Incrível o cuidado e a acolhida das pessoas da cidade para conosco e como nós, nordestinos, somos fortes para conviver com nossa crise hídrica.

O olhar da Luíza, facilitadora da turma, ao escutar os projetos
Depois disso, partimos para quase 6h de viagem de volta a Juazeiro do Norte para pegar o voo de volta a Fortaleza, nossa saga estava terminando e voltamos cheias de ideias.

Muitas reflexões e muitas ideias!

Depois de todos esses quilômetros percorridos o aprendizado que ficou, o olhar desse episódio é com certeza que devemos continuar a estimular projetos de impacto, principalmente, nos interiores, olhar com singular atenção para nosso campo, para essas pessoas que migram para garantir uma vida melhor, principalmente a nossa juventude. Temos que explorar esses contextos e desenvolver habilidades para o protagonismo local transparecer.

Acompanhe os primeiros artigos da jornada olhares:

Artigo 01 - aqui.

Artigo 02 - aqui.

Artigo 03 - aqui.


Até mais!!!!

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Minhas descobertas sobre projetos de vida...

No Social Brasilis (meu empreendimento social) acreditamos que o primeiro passo da jornada empreendedora e do caminho que leva ao empoderamento/inclusão, é a descoberta de seu propósito de vida. O que te move no mundo? O que te faz feliz? Em que acredita, o que faz, o que pensa a respeito do mundo? Quando descobrir isso, você terá encontrado seu propósito e trabalhará todos os dias em direção a ele, ou seja, caminhará pelo caminho que te faz uma pessoa mais plena e realizada.

Possível?

Sim, esse caminho, que é construído após a descoberta de seu propósito de vida, são seus "projetos de vida", seu plano e planejamento estratégico pessoal que te leva a realizar seus sonhos, a busca constante e a força necessária para a superação de seus desafios diários.

Descobri no interior cearense, precisamente na região do Cariri, o Prof. Dr. Tancredo Lobo, que estudou a fundo o tema "Projetos de vida", como isso leva à transformação e a realização de sonhos a partir de dados científicos e histórias de vidas reais. Primeiro, a obra antecedeu o autor...encontrei o livro na biblioteca pessoal de uma amiga à época, fiquei fascinada pela capa, colorida com a ilustração bem lúdica que me chamou a atenção e peguei para ler...eu ainda nem conhecia a temática e foi um amor à primeira vista. Sabe quando você acredita em algo, mas nunca tinha visto algo concreto sobre ou lido algo super organizado do assunto e que responde a todas as suas inquietações, eu senti isso quando li e fui ter uma "little chat" conversinha com o professor em meados de 2015. A partir disso, eu resolvi iniciar a tirar um sonho da cabeça, colocar no papel e depois fazer isso se tornar real...aí resolvi empreender socialmente e criar o Social Brasilis (meu projeto de vida).

Acompanhe a conversa:

Social Brasilis: Professor, o que o motivou a escrever o Livro Sonhos como Projetos de Vida? Qual foi a hipótese inicial?

Prof. Dr. Tancredo Lobo: Fiz doutorado em Educação, na UFC, e desenvolvi pesquisa na Fundação Casa Grande, de Nova Olinda-CE, para compreender como as crianças e adolescentes que participam do projeto constroem suas trajetórias de futuro. Depois, adaptei a tese defendida para o livro, pois fica melhor de divulgar os resultados.

Social Brasilis: Fale um pouco sobre a obra.

Prof. Dr. Tancredo Lobo: O livro tem uma mensagem clara: o futuro é uma construção que já começou. Se nós não fizermos nada, algo acontecerá, e pode ser que não gostemos do resultado. Se nós, conscientemente, planejarmos e trabalharmos duro na construção dos nossos sonhos, a chance de eles darem certo aumenta. Os principais temas são: esperança, utopia, resiliência, educação, formação humana. Foi difícil publicar porque é um tema que as editoras que procurei não se interessaram. Então, criei a minha própria: Editora Boaventura.

Social Brasilis: No livro há um relato sobre a Fundação Casa Grande, o que ela representa para você e para a região do Cariri cearense?

Prof. Dr. Tancredo Lobo: Para mim representa uma “escola” de formação humana, pelo trabalho, pela ética, pela responsabilidade através da cultura. Para a região do Cariri, especialmente Nova Olinda, representa um “oásis” de virtudes no meio do deserto de desesperanças, marginalidade e violência.

Social Brasilis: Existe alguma história que o impressionou durante a escrita e desenvolvimento do livro?

Prof. Dr. Tancredo Lobo: O que mais me impressionou foi a “história” de resistência dos “meninos” da Casa Grande. O costumeiro em suas famílias é sair da roça e ir embora para São Paulo. Uns vão na frente, criam condições de mandar buscar os outros. Os “meninos” querem continuar em Nova Olinda, viver do seu trabalho com arte na região. Acho semelhante à minha luta para publicar o livro. Apresentei os originais em muitas editoras, mas todas disseram, não. Entretanto, eu não desisti. E publiquei como foi possível fazer.

Social Brasilis: Para você qual a importância dos “Projetos de Vida” na vida das pessoas?


Prof. Dr. Tancredo Lobo: A importância do “Projeto” é a criação de sentido para a existência. Creio que sem um projeto de vida, viver não faz sentido.

Social Brasilis: Quem quiser adquirir a obra “Sonhos como Projetos de Vida” onde se pode encontrá-la?

Prof. Dr. Tancredo Lobo: Na livraria Arte e Ciência, na Av. 13 de maio, próximo à Reitoria da UFC - em Fortaleza-CE.

Social Brasilis: Qual seria sua mensagem de inspiração para um jovem, um líder comunitário ou um educador relacionando ao contexto do livro?

Prof. Dr. Tancredo Lobo: Vivemos tempos muito áridos em termos de utopias. A sociedade prega o consumismo e a cultura do descartável. Não podemos nos deixar enganar com essas promessas vãs. É preciso ter esperança e se juntar para, colaborativamente, construirmos sonhos juntos e dignidade. Isso é possível.

Social Brasilis: Uma palavra que considera importante para concluímos e inspiramos.

Prof. Dr. Tancredo Lobo: Diálogo (você fala, eu lhe escuto, amorosamente; eu falo e você me escuta).



Prof. Dr. Tancredo Logo com Manú Oliveira do Social Brasilis
 e sua obra Sonhos como projetos de vida.

No site do Social Brasilis tem uma matéria massa sobre nosso trabalho com Projetos de vida, conheça neste link.


Manú!

domingo, 2 de setembro de 2018

Um podcast diferentão!!!!

Tinha que compartilhar com todas e todos minha batida relâmpago em Sampa no último dia 17 de agosto para uma gravação muito massa para o programa Pense Grande da Fundação Telefônica Vivo.

Vou te falar os bastidores de como isso aconteceu e como é a real mesmo de ser uma empreendedora social nos bastidores. 

Primeiro, o convite me pegou super de surpresa...eu estava em meio a um "tour" pelos interiores do Ceará (meu Estado) para levar o empreendedorismo para uma galera jovem que está montando suas startups através dos corredores digitais. Tava lá, conduzindo formação em análise de mercado e clientes, no calorzão de Sobral-CE (isso mesmo, a terra do Didi, vulgo Renato Aragão), Paris cearense e etc e tal (rsrs). Vejo um zap com DDD 11 - calma, não era cobrança, haha - era a Mari do Imagina Coletivo, uma linda, doce, meiga jovem e que me fez esse mega convite e eu fiquei assim ó:



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Na verdade...eu comecei a pensar que tava com a agenda cheia de viagens. Eu ainda passaria pelas cidades de Tianguá, Acaraú e Itapipoca e, justamente na sexta dia 17/08, eu estaria (deveria está) em Itapipoca-CE. Ai, fui para meus planos infalíveis!


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Viajei para a cidade de Acaraú-CE na madrugada, antes combinei com meu BFF (Best Friend Forever Elvis) para me encontrar por lá, assim ele seria meu usurpador (substituto) daria a 1ª oficina em Itapipoca na sexta, enquanto em voltava em um busão (5h de percusso até Fortaleza, aff) via litorânea (70% do ônibus não falava Português, turistas vindo de Jericoacoara) e parava no aeroporto, onde eu trocaria de bagagem e a substituiria por roupas de frio, viajaria às 22h para Sampa, chegaria às 4h da matina, dormiria por 2h e iria gravar o podcast do Pense Grande plena (claro!) e depois da gravação pegaria um voo de volta, chegaria as 23h, dormiria um pouco e pegaria um busão às 5h da matina para Itapipoca-CE (3h de Fortaleza) para encontrar meu BFF Elvis para dar a 2ª oficina e no mesmo dia retornar a Fortaleza...segundo vocês, deu certo????

Clarôô, sou Manuvilha! kkk!


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Gravamos um podcast mega legal sobre a realidade de empreender, sobre o que ninguém ver, o que acontece nos bastidores de quem resolve criar um negócio e quando esse negócio ainda é social.

Momento gravação!
Encontrei uma galera massa, cheia de amor pelo que faz, com vontade, brilho e sangue nos olhos. Quantas risadas juntos e quantas histórias.

A recepção do Imagina coletivo, com aqueles sorrisos e acolhimento foi demais!!!! (Quanto amor no que fazem!!) Somado aos amados do Programa Pense Grande da Vivo - fundamentais!

Se liguem e baixem esse podcast assim que disponível, tá hilário!!! Junto ao Fabiano Lopes do Inspirado Gigantes, a Iana Chan do Programaria , euzinha (Né?) representando o Social Brasilis e sob a condução de Hamilton Henrique do Saladorama, só podia dar match e ser incrível!

Momento food!!!! Muito amáveis esses!!!! <3 td="">

Se ligue em nossas aventuras e clique ai para conhecer esses empreendimentos sociais!

#Avante

domingo, 26 de agosto de 2018

Jornada Olhares - Meu diário de bordo - parte 03

Para iniciar - Moreilândia é um município Brasileiro do estado de Pernambuco. Administrativamente, o município é formado pelos distritos sede e Cariri mirim e Vila São João (Fonte: Wikipédia). 

Pois bem, já devidamente definida seguimos para nosso relato que tem como cenário Moreilândia e seu distrito Cariri mirim, que tive a honra de conhecer.

Seguimos eu e Elvis nessa jornada, jornada mesmo porque não é muito simples chegar em Moreilândia se você sair de Fortaleza-CE. Pegamos um voo até Juazeiro do Norte, de Juazeiro fomos até o centro do Crato e buscamos um posto de gasolina qualquer (difícil de achar...) onde os carros de horário (lotações) seguiam para Moreilândia-PE. Encontramos o posto mas não os carros, populares afirmaram que era aquele mesmo posto o local do Carro do Sr. Chicão (vou chamá-lo assim) para seguir rumo a Moreilândia às 14h. Esperamos até as 16h e nada do Sr.Chicão aparecer...já estávamos achando que ele não iria mais, enquanto isso aproveitei para bolar várias estratégias de como subir no carro (tava enferrujada). Isso mesmo, você leu estratégias para subir no carro...a condução era com mini-pau de arara, uma D20 adaptada para o transporte de pessoas. Eu achava que D20's estavam extintas, mas tudo bem...e chegou Sr. Chicão às 17h. 
Do nada e de todos os lugares começou aparecer gente pra ir com ele...estávamos ali a horas e não tinha ninguém e do nada apareceu gente.



Para nosso alento, fomos dentro da cabine serra a cima e a noite (lembram das onças do post anterior??? pois é, aquela estrada...). Quando começou a subir a serra rumo à Moreilândia sentia frio, um vento gelado da serra entrava pelo carro, eu tremia de frio, imersa em um breu sem fim, só as luzes do carro e mais os ocupantes dentro dele, parecia cenas de filme de suspense que a qualquer momento, em uma daquelas curvas, iria aparecer alguém, um carro, uma moto e seria um por todos e todos por um...pois é...eu sou Bob em meu mundo da imaginação, rsrs!! 



Eu e Elvis rumo à Moreilândia-PE
Chegamos bem, congelados, famintos, cheios de poeira (era uma estrada meio de rally) e prontos para ficar na pousada de D. Clementina Augusta (vou chamá-la assim, mas era bem assim...). Era uma pousada, estilo pensão familiar, aliás, era a casa dela mesmo...um casarão antigo, enorme, com mobília antiga e bem conservada, o chão limpo que brilhava. Ela alugava os quartos para hospedes e nós eramos os seus naquela noite.


Qualquer semelhança é mera coincidência kkk!

Resolvemos sair para "dar um rolé" ou seja, procurar comida mesmo...era dia dos namorados e a cidade tava a maior animação (#sqn), mas o único estabelecimento alimentício estava lotado, não cabia nem a mim sozinha, imagine eu e o Elvis juntos. Paramos em uma lanchonete em frente a praça principal, comendo pastel e cajuína escutando, em um paredão de som ao lado, "Berguinho e seus teclados", algo assim...seresta pura, a noite inteira! Fora que ficamos famosos na cidade, meio mundo parava...parava mesmo tudo que estava fazendo para olhar para "aqueles forasteiros" naquela pequena (muito pequena) cidade do interior. Me senti Beyoncé no sertão naquele momento, rsrs! Oh, yeah baby! 

A Saga até Cariri Mirim

Para chegar no distrito de Cariri Mirim você precisa pegar um moto táxi em estrada de terra (a mesma estrada da chegada) e leva uns 40 à 45 minutos até lá. Imagine o rally que é de carro, agora imagine de moto, hahaha!!! Poeira (muita), vento (demais) e um cenário incrível do nosso sertão brasileiro. Captei algumas cenas desse momento e detalhe...não tínhamos capacetes como caronas nas motocicletas...humm, ficamos pensativos a respeito disso. 




Enfim...Cariri mirim é uma tradicional vila interiorana, em pleno sertão, sem sinal de telefone (ficamos incomunicáveis), para mim um cenário lindo, com uma grande serra cortando o horizonte e um vento fresco e as vezes muito frio, um belo cenário para um filme...diria. Contei mais sobre esse lugar no post anterior, veja aqui.

Quando se perde um ônibus, se perde tudo...

Não é simples chegar em Moreilândia como podemos observar, sair dela também não é...e encontrar um meio de transporte mais facilitado para voltar ao Ceará é uma jogada empreendedora. Primeiro descubra quem você é, depois busque parcerias e o terceiro faça acontecer, rsrs. É bem assim, nós éramos educadores sociais em um programa educacional para jovens da região na única organização social da cidade, onde todo mundo já participou, trabalhou ou foi impactado pelo trabalho, então ajudá-los era regra de ouro na cidade e foi assim que conseguimos uma carona no ônibus universitário que iria para Juazeiro do Norte-CE pontualmente às 16h30 e nós perdemos por uns 5 minutos. Oh Bad!!!! Agora só no outro dia e seria (teria que ser) mais uma noite na pensão de D.Clementina Augusta! Até que...fomos salvos pelo porteiro do fórum da cidade que lembrou do Sr.Zezinho da padaria (nome fictício) que iria para Serra Talhada levar estudantes e passaria no triângulo de Exú onde passaria ônibus direto para Juazeiro do Norte (que não eram tão diretos assim)...


Bem-vind@s a Exú-PE

Para encurtar a história Sr.Zezinho da padaria nos levou, apertados, sacudidos em uma estrada esburacada em seu carro e fui rezando que esse Exú fosse perto porque minhas costas contra a porta do carro agradeceriam e naquela situação, extrema...olho para o celular, volta e meia sem área, msg's da Luíza lá por Orós-CE dizendo que estava em uma situação difícil e eu fiquei sem saber o que pensar sobre o que seria uma situação difícil naquele momento, rsrs!

Enfim, chegamos em Exú-PE, terra de Luíz Gonzaga, rei do baião, ícone da nossa cultura nordestina, do forró e dos contos dos sertanejos dos sertões, mesmo com toda essa história...o ônibus que iríamos havia quebrado na estrada e chegaria com umas 3h de atraso e assim ficamos no meio da estrada esperando e esperandooo...conversamos sobre tudo e vimos de tudo também. Ganhamos garrafas de água da agência no 0800, nos emocionamos tanto com esse gesto (rsrs), depois de tanto sofrimento, nem acreditamos.

Chegamos às 23h em Juazeiro do Norte e o Elvis sairia às 3h da manhã rumo à Campo Sales-CE para mais uma ação. Isso é a vida nos bastidores de ações empreendedoras.

O olhar desses episódios é que muitos por ai ainda não sabem que ainda existe pessoas com dificuldades de acesso no nosso país, como diz a Adriana que trabalha conosco no Social Brasilis. Acesso dos mais diversos. Acesso a transporte, moradia, água, internet, energia, esporte, lazer, etc e etc...nos confins desse imenso país onde temos que ir.

Se você perdeu os artigos anteriores dessa série, acesse abaixo:

Jornada Olhares parte 01 - aqui.

Jornada Olhares parte 02 - aqui.


sábado, 4 de agosto de 2018

Jornada Olhares - Meu diário de bordo - Parte 02

Possivelmente, você nunca ouviu falar sobre Espinho. Isso mesmo, Espinho com E maiúsculo! Ao menos se você for natural da cidade de Limoeiro do Norte-CE, região do Vale do Jaguaribe, Espinho é um distrito localizado na zona rural desse município e sim, nós fomos até lá.

Acordamos às 04h da manhã, como de costume nas aplicações do Game Olhares para todos os facilitadores. As passagens foram previamente compradas para o primeiro ônibus do dia, às 6h da manhã rumo à Limoeiro, mas deveríamos parar antes da cidade, segundo orientações...me acompanharia o Gabriel, nosso facilitador para aquela localidade, porém, ele ficou doente um dia antes da aplicação e como eu já iria, eu iria aplicar a primeira oficina do nosso jogo. Eu estava com duas passagens compradas em mãos...ai pensei que poderia chamar alguém para vivenciar isso comigo. 

Eu sou empreendedora, né? Tenho mil ideias por minuto...eu já havia pensado em trabalhar com a Luíza, nossa personagem de hoje, em alguns programas do Social Brasilis (meu empreendimento). Eu tenho uma espécie de "feeling", algo que me diz que devo investir em algo ou alguém. Foi assim quando eu conheci a Luíza, em uma parceria linda com o time Enactus UFC. Uma jovem, quase engenharia metalúrgica à época. Pois é...peguei uma engenheira e levei para o sertão para encontrar mais de 40 jovens para aplicação de uma metodologia educacional, social e gamificada (é...só isso!). Encontre os metais da metalúrgica nisso, rsrs!!!! Pois é...nada a ver. Mas feeling é feeling e eu confio no meu e partimos.

Eu e Luíza rumo à Espinho!

Para começar...não imaginávamos como era longe Limoeiro...passou 2h, passou 3h e nada. Foram quase 4h para chegar lá. Lembram que saímos às 6h da manhã no primeiro ônibus? Não foi suficiente porque a turma era às 08h...então os jovens nos aguardaram, pacientemente, até as 10h. Descemos no meio de uma encruzilhada, meio do nada. Demos um giro de 360º eu e Luíza...no lado direito tinha umas casas ao fundo, do lado esquerdo a torre de uma igrejinha amarela ao fundo. Resolvemos seguir pela estrada em direção à igreja (sabe, né? Igreja, centro, centro de cidade interiorana...sacou o raciocínio? rsrs). E andamos...fiz uns stories, conversei com a Luíza...aí parou um carro ao nosso lado, era o educador da instituição que veio nos pegar. Foi bem rápido para chegar ao local da oficina...e cheguei, cheguei, chegando, balançando a zorra toda (LUDMILA, 2017), fui logo iniciando a oficina assim que entrei na sala. Os jovens já aguardavam a 2h e não mereciam isso.

E foi demais!!! Se envolveram, se divertiram com as atividades e Luíza só observando. Ela estava tão preocupada na expressão, meio que em pânico daquela quantidade de jovens e muitas atividades e etc...que eu pensei:---Pronto, traumatizei a menina! Essa nunca mais vem!


Juventude de Espinho - Limoeiro do Norte-CE
Ao final do dia, eram duas turmas na cidade...uma na manhã e outra a tarde, a da tarde era totalmente diferente da primeira. Jovens totalmente apáticos, o facilitador tinha que ter experiência para puxar o interesse da turma, a interação...era difícil! Mas um caso totalmente normal nesse trabalho com esse público e exige de nós empatia para entender a posição e o viver desse jovem. Ao final de tudo, estávamos mortas e encaramos as 4h de volta para casa...puxei assunto com a Luíza, pra saber o que ela tinha achado, e ela falou...muita coisa, né? E eu fiquei...matei a menina, mesmo! Mas é aquela coisa...feeling é feeling...eu acredito no meu!

Cheguei em casa e me perguntaram: e aí...como foi com a Luíza?

Eu: Traumatizei a menina!

Todos reagiram assim:

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Vocês verão esse feeling em breve, aliás, capítulo.

Missão Cariri 

Já estava preparada para o que chamamos de "Missão Cariri", encarar 10 cidades em dois Estados. Maior missão de logística e organização que recebemos até então. E eu...fui logo na primeira leva de viajantes para a região. Eu tinha que escolher quem acompanhar nesse primeiro momento, então optei pelos percussos de difícil acesso para vivenciar junto com o educador essa experiência. Aí...escolhi o sertão pernambucano junto ao Elvis, outro protagonista desse capítulo.

As cidades eram Moreilândia-PE e Cariri Mirim, zona rural de Moreilândia. O acesso a essa cidades era muito difícil. Tinha uns carros de horário e iriam até as 14h no Crato (Cariri cearense) e eles eram tipo adaptados (aquelas D20 abertas) e a estrada era de terra (tipo rally)...e no primeiro momento não tínhamos como chegar e ai...a Super Cris, junto a sua turma resolveram nos ajudar nos levando até Cariri Mirim e depois Moreilândia (a equipe do ChildFund Brasil no Cariri).<3 p="">

Partimos de Juazeiro do Norte-CE, passamos no Crato-CE e seguimos serra a cima rumo a Cariri Mirim que eu não conhecia. No percurso, fomos em cinco pessoas na estrada de terra, cheia de desafios, conversando sobre tudo, sobre tudo mesmo...acabava as histórias e não acabava eram os buracos da estrada. Poeirrauuuu grande!

No momento...conversas sobre filmes (Elvis à frente).


Ouvi histórias sobre Barbalha-CE e suas festas, ouvi sobre a rivalidade de Crato versus Juazeiro e ouvi sobre as onças...sim, a estrada, diz a lenda, é repleta de onças. Caro leitor (a) fixe nessa onça por favor...ela será personagem do próximo capítulo dessa saga.

Clara, em um buraco e outro que nos desviávamos, nos contou que a estrada era repleta de onças...e a estrada naquelas condições era muito fácil furar o pneu e aí que mora o perigo...porque não tinha nada ao redor, era ermo, no meio do nada e ai que as onças vinham. Imaginem a cena, um carro no meio do nada (sertão) com onças dando voltas, todo mundo gritando e uma vinha, dava uma patada no vidro do carro. Eu imaginei isso, rsrs!

Chegamos em Cariri Mirim, um pouco mais de 2h depois.

Uma localidadezinha, um vento frio (tinha uma serra ao redor), ninguém nas ruas, as casas em formato de vila...um cenário de um filme, já assistiu auto da compadecida? Pois é... vejam no vídeo abaixo:
Elvis Alves fazendo esse convite!


Jovens ávidos nos aguardando. Foi massa!!! As atividades...quando usaram a nossa plataforma virtual de aprendizagem (ah, detalhe...não tinha sinal de telefone, ficamos incomunicáveis!), usamos o Wi-Fi da instituição para acessar nossa parte virtual do Game Olhares. Os jovens usavam tablets, celulares, computadores, o que dava para logar. Foi uma cena linda de inclusão digital, de chegar nas pontas, onde ninguém chega, onde ninguém vai.

Juventude de Cariri Mirim-PE

Ficamos satisfeitos, porém, preocupados porque encontramos jovens sem expectativas de futuro, sem entusiasmo, sem motivação. Uns que sequer concluem os estudos e vão para a lavoura, para os canaviais, que antes disso sequer adquirem visão de mundo, de conhecimento, de buscar o melhor, porque o que é imposto para eles é aceitável, porque desacreditam deles mesmos, não conseguem mudar seu mundo e muito menos da sua comunidade.

O que vimos foi além das dificuldades de acesso logístico ou da falta de comunicação móvel, foi a figura do nosso interior brasileiro, que marginaliza pessoas, famílias na ignorância de não saber quem são e que são não capazes e que possuem o direito de mudar a sua realidade através de uma inclusão digna, de uma educação inclusiva, libertadora e social, mas acima de tudo, como cidadãos brasileiros como todos somos. Precisamos repassar esse olhar para todos. Esse foi mais um aprendizado nessa jornada.


Aguarde o próximo...

Se você não viu a parte 1 dessa jornada clique aqui e acompanhe essa série!

Abs!

domingo, 22 de julho de 2018

Jornada Olhares - Meu diário de bordo - Parte 01

Nos últimos meses, encarei uma verdadeira jornada em busca da transformação social mas, sobretudo, em busca da comprovação do meu propósito de vida.

Acredito que não há maneira mais eficaz de comprovar seu propósito de vida e missão nesse mundo do que colocando tudo à prova sob fortes pressões e em condições extremas. Condições extremas, foi isso que vivenciei nesse primeiro semestre de 2018 através do meu trabalho como empreendedora social.

Para quem não me conhece, eu sou empreendedora social, cearense, ativista social e fundadora do Social Brasilis - um negócio social que desenvolve programas educacionais e corporativos mediados pela tecnologia digital para fomento de novos negócios sociais, ações e tecnologias sociais que causem impacto social positivo através de pessoas - você pode conhecer melhor em nosso site aqui. 

Portanto, esse artigo contará um pouco sobre a aplicação do nosso maior programa educacional que já desenvolvemos até agora, o Game Olhares, uma metodologia gamificada para o público jovem para o desenvolvimento de habilidades empreendedoras e incentivo ao protagonismo jovem. Esse programa passou por mais de 16 cidades em 03 Estados Nordestinos e é sobre essa jornada pelos interiores do Brasil que quero compartilhar. Esse será o primeiro de cinco artigos sobre essa viagem social.

A Missão Vale do Curu

Embarquei, junto aos nossos educadores do Social Brasilis, para acompanhar as oficinas, conversar com jovens, educadores sociais e gestores de organizações sociais para conhecer suas histórias, ver seus rostos e saber o quanto nosso trabalho, de fato, contribui com o mundo. Tive sede de agarrar essa oportunidade depois que passei meses debilitada por uma doença rara que me levava a ter fortes hemorragias, passei por diversos hospitais, fui internada duas vezes e passei por duas cirurgias nos últimos meses. Após 10 longos meses de extremos cuidados, com dificuldades de caminhar e sem condições para o trabalho, fui liberada pelos médicos para voltar à ativa 100% curada. Aí sim, peguei minha mala, saí pelo mundo para fazer o que mais gosto, meu trabalho social. 

Eu passei por muitas cidades nos últimos dois meses com um trabalho em parceria com o ChildFund Brasil - Fundo internacional de apoio para crianças e adolescentes através do apadrinhamento. Recebemos deles a missão de trabalhar com jovens de instituições sociais ferramentas digitais, empreendedorismo, gestão e execução de projetos de forma divertida e prática. Eis a missão Game Olhares.

Comecei meu tour pela região do Vale do Curu no Ceará - zona oeste do Estado- parti para as cidades de São Luís do Curu, Itapipoca e São Gonçalo do Amarante, nessa primeira aventura a equipe do Canal Futura nos acompanhou para registrar como trabalhamos com a inovação em nosso empreendimento.


O transporte principal nesses interiores é topic - começou ai nosso suplício. Não tinham notas fiscais, a maior parte da viagem era feita de pé, lotadas, sem conforto e em péssimas condições - até briguei na volta de Itapipoca para Fortaleza, fiz a louca do "quero meu recibooo, tenho direitoo, rsrs". Era assim o percusso dos nossos educadores de São Luís do Curu e Itapipoca que saíam das cidades de Tejuçuoca e Sobral para dar oficinas nessas cidades em respectivo. Saiam as 4h da manhã, todos os sábados, para chegar ao local da oficina e no caso de Itapipoca o nosso educador (o Matheus) saía um dia antes, dormia em um distrito ou na casa de alguém da instituição para dar a oficina no outro dia, isso por 06 semanas consecutivas de aplicação da metodologia do game.

Eu e Matheus nosso educador em Itapipoca-CE

O que me surpreendeu nessa prática é que, com todas essas dificuldades, nós encontrávamos as seguintes justificativas:

-Ah, hoje os jovens não virão porque não acordaram.
-Ah, hoje terá uma festa na cidade e não terá encontro.
-Aqui ninguém é educado para a tecnologia, a cidade nem pensa nisso, por isso os jovens não vem.

Por ai vai...eu pensava sempre que hiper motivação teríamos que ter para continuar com todas as dificuldades e recebemos respostas assim. Coloquei educadores com histórias de vida muito legais e que passaram por programas do Social Brasilis anteriormente como beneficiários e que passaram a contribuir para que outras pessoas passassem, também, por um processo de empoderamento. Eu não estava sozinha em busca de testificar se o que estava fazendo mudava vidas, mas eles também estavam nessa comigo sendo testados.

Lembro, em uma conversa com a Adriana, nossa educadora, do encontro que ele teve com uma senhora dentro da topic quando voltava de uma das oficinas do jogo em São Luís do Curu-CE. A senhora, aparentando ser bem religiosa #sqn, a questionou sobre o que ela fazia e em seguida fez um comentário: Não vale a pena fazer o que você faz, é um sofrimento muito grande para nada. Para alguém que está cansado, colocando em prova aquilo que acredita, fazendo algo para o bem e em dificuldades não é nada legal ouvir algo assim. Porém, vimos sonhos de jovens, colocados em forma de árvore (uma dinâmica que fazemos), sonhos para a educação, condições de emprego na cidade (o jovem tem que migrar para trabalhar e estudar), lixo nas ruas, falta de lazer, jovens que sonham com a universidade, mas que a veem muito distante de sua realidade.
Eu e Adriana na parada do ônibus (no meio da estrada) em São Luís do Curu-CE

Ouvi muita coisa deles também durante a avaliação nessas cidades:

"O game foi muito legal, foi uma preparação para a universidade...nos ensinou "a mexer" em uma plataforma virtual, nunca havia visto algo assim antes...muito massa!"

"O legal do game é o conteúdo que está na plataforma, alguém viu? Lá tem uns vídeos legais, tem um falando de sonhos e super-heróis, me fez ver que a escolha da nossa profissão é uma decisão só nossa, indico a todos estudarem o conteúdo porque é muito bom."

"Eu achei que era uma gincana e eu odeio gincanas...mas quando vi que tinha essa parte de projetos, de ter que fazer um mesmo que gere significado para a vida dos outros, eu adorei."

"Aprendi tanta coisa...agora sei o que é drive, e-mail, postar vídeos e fotos. Aprendi a falar em público, era muito difícil pra mim."

Pedi pra eles também relatarem suas experiências durante a execução de nosso trabalho:

Jéssica Morais de São Luís do Curu-CE


Matheus Dias, educador Social Brasilis em Itapipoca-CE

Vi projetos acontecerem tímidos, com dificuldades, mas com impacto social. Sonhado, planejado e executado por jovens. Vi inclusão digital, jovens que não tinham e-mail, não usavam a internet pra nada além de redes sociais.



Agora, eu lembro daquela senhora no ônibus questionando a Adriana e a todos nós que tentam fazer algo para mudar a realidade que vivemos e que somos vítimas das mazelas da mesma. Meu bem, nós, ao menos, estamos fazendo algo para de fato mudar a sua e muitas realidades de pessoas por onde passamos. Levante-se e faça você também sua parte do trabalho, que é um trabalho de todos nós, ninguém veio ao mundo à passeio.

Esse foi o aprendizado do primeiro tour...

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Negócios sociais e criativos no Ceará

No último dia 29 de março/2018, abri o 1º Café do Ben - na Benévolo Café e Gelato no bairro do Meireles em Fortaleza-CE.



O evento foi organizado pela Trips Connection - um negócio social cearense para o fomento de transformação social e humana em contextos sociais através de intercâmbios junto a gerência do Benévolo Café e Gelato com a intenção de disseminar um debate sobre algum tema sobre inovação para ajudar instituições sociais através da doação de alimentos e afins. Grande exemplo e causa!

Larissa Gurjão - empreendedora da Trips Connection

Coube a mim abrir essa importante iniciativa para falar sobre Negócios Sociais através da minha história de vida no empreendedorismo social.

O momento foi massa, aconchegante, acolhedor e os presentes puderam entender mais sobre esse importante momento das empresas do setor 2,5 (negócios de impacto social/empresas sociais).

"Os negócios sociais buscam impacto sócio ambiental positivo gerado através do próprio core business do empreendimento, ou seja, a atividade principal deve beneficiar diretamente pessoas com faixa de renda mais baixas, as chamadas classes C, D e E, que de acordo com o IBGE, em 2010, correspondem a 168 milhões de pessoas. Portanto, viabilidade econômica e preocupação social e ambiental possuem a mesma importância e fazem parte do mesmo plano de negócios." (Fonte: SEBRAE, 2018).

Esses empreendimentos são classificados também como híbridos ou 2,5, pois possuem parte do seu core empresarial e outra parte voltada para geração de impacto social positivo como uma organização social. Então, temos uma empresa com toda área de sustentabilidade financeira, modelo de negócio e etc, casada com seu propósito social para existir e contribuir para reverter uma problemática social.

Também, debatemos ações do #SocialFuture - campanha institucional 2018 do Social Brasilis - negócio social que desenvolve programas educacionais e corporativos mediados por plataformas virtuais de aprendizagem. A campanha busca despertar ideias de transformação social, sonhos e projetos com intuito de desenvolver pessoas, criar novos empreendimentos sociais e despertar a inovação em diversos setores/instituições da sociedade no Nordeste Brasileiro.


Esse, sem dúvida, foi um importante momento para trazer a tona a importância dos sonhos e da concretização dos mesmos em forma de projetos de vida e empreendimentos sustentáveis e ao mesmo tempo, sociais.

Que venham as próximas atividades #SocialFuture!!!!

Abraços!
Manú Oliveira







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